Coroico. Bolívia, porta de entrada para a Rota da MorteCoroico. Bolívia, porta de entrada para a Rota da MorteCoroico. Bolívia, porta de entrada para a Rota da MorteCoroico. Bolívia, porta de entrada para a Rota da MorteCoroico. Bolívia, porta de entrada para a Rota da Morte

Desci de La Paz pela estrada nova asfaltada até Yolosa e, daí, virei para a antiga Yungas Road. Fiz o contrário do habitual: subi a Rota da Morte num Troller 4x4. Começa húmida e quente, paredes de selva, nevoeiro baixo e cascatas a cruzar a via; a certa altura, o abismo abre à esquerda e a estrada vira aquela “prateleira” de cascalho onde cada curva é concentrada.

Fui sempre calmo, 4H (e 4L nos trechos mais íngremes), travão-motor nas curvas fechadas e paragens nos recuos para fotos e para deixar descer as bicicletas e carrinhas. Em muitos pontos ainda se segue a regra local: quem desce dá prioridade a quem sobe — ajudou-me bastante. Cheguei a Coroico com o cheiro a eucalipto no ar e a sensação de missão cumprida.

Como fiz

  • La Paz → Yolosa pela via nova; Yolosa → Coroico → subida pela antiga.

  • Pressão dos pneus um pouco mais baixa; 4L nos ziguezagues de pedra solta.

  • Buzina em curvas cegas, luzes ligadas no nevoeiro e paragens só nos recuos.

Dicas

  • Melhor época seca (mai–set); evita chuva forte.

  • Leva capa de chuva, água, snaks, kit de emergência e pneu suplente.

  • Sem pressa: é estrada de paciência e respeito — e uma das mais bonitas que já conduzi.

Mapa