Chegámos a Hanói dois dias após um tufão. A cidade ainda estava a recompor-se — árvores caídas, alguns acessos bloqueados — e até tivemos de aguardar para alcançar o hotel. Ficámos na parte histórica (Old Quarter), bem perto da famosa Train Street, onde o comboio passa rente às casas. Foi a melhor escolha: tudo a pé, vida local intensa e muita comida de rua. Apesar de usarmos Hanói como base para Ninh Binh, Ha Long e Sapa, reservámos tempo para a cidade. Visitámos a Train Street, o Mausoléu de Ho Chi Minh e os pontos essenciais do centro histórico. Entre idas e vindas dos bate-voltas, os oito dias foram corridos, mas valeu muito a pena: Hanói tem energia, sabores e cenas de rua que prendem a atenção a cada esquina. O que visitar em Hanói (lista prática) Old Quarter (Bairro Antigo): ruelas temáticas, lojas tradicionais e comida de rua. Lago Hoan Kiem & Templo Ngoc Son: cartão-postal para passear ao amanhecer/entardecer. Train Street (Linha do Comboio): o comboio passa a centímetros das fachadas; confirme acessos/horários no próprio dia. Mausoléu de Ho Chi Minh & Complexo Presidencial: inclui a casa de madeira e o museu (verifique horários). Pagode de Um Pilar (One Pillar Pagoda): ao lado do complexo de Ho Chi Minh. Templo da Literatura: dedicado a Confúcio; pátios lindos e muita história. Catedral de São José: estilo neogótico, ótima zona para café. Teatro de Marionetas na Água (Water Puppet Show): arte tradicional — compre bilhetes com alguma antecedência. Ponte Long Bien: obra histórica com vista para o Rio Vermelho; bom para fotos. West Lake (Lago Tay) & Pagode Tran Quoc: pôr do sol bonito e cafés à beira-lago. Prisão Hoa Lo (Maison Centrale): museu marcante da era colonial e da guerra. Ópera de Hanói & Bairro Francês: boulevards, arquitectura colonial, bons restaurantes. Mercado Dong Xuan: vida local e petiscos; ótimo para provar bun cha, pho, banh mi. Ta Hien “Beer Corner”: ambiente nocturno descontraído com cerveja local. O que funcionou bem Hospedar no Old Quarter: proximidade total (cafés, mercados, templos, lagos). Roteiro híbrido: dias de cidade intercalados com bate-voltas; evita saturar. Flexibilidade pós-tufão: ajustar horários e rotas conforme reaberturas. Dicas rápidas Baixe o Grab para deslocamentos rápidos e baratos. Dinheiro vivo ajuda em mercados e pequenos estabelecimentos. Para atravessar ruas: passo firme e constante; as motas desviam. Train Street: respeite a sinalização, não fique na via, e confirme horários no dia. Em época de chuvas/ventos, tenha plano B (museus, cafés, Hoan Kiem).Aqui tem o link com mais informações Cidade de Hanoi
Os arrozais são realmente lindíssimos, daqueles cenários que parecem saídos de um postal.
A minha esposa optou por fazer a caminhada pelos trilhos, mas eu, que não sou muito fã de andar a pé, aproveitei de outra forma: sentei-me e lancei o drone. Foi como se fizesse a visita do ar, com imagens incríveis e sem esforço físico. Confesso que foi uma escolha bem cómoda e ainda assim muito recompensadora.
Dicas práticas
Reserve pelo menos 2 dias/1 noite para Sapa.
O homestay é a melhor opção para conviver com os locais. Leve calçado confortável para caminhadas (se gostar de trekking).
Um drone ou boa câmera fotográfica vale ouro para capturar a grandiosidade dos arrozais.Aqui tem o link com mais informações acerca de SaPa (Sapa e os terraços de arroz no norte do Vietname)
Em Hanói, também queríamos conhecer Ha Long.
Pesquisei opções de 1, 2 e 3 dias e, honestamente, um dia foi mais do que suficiente para o que eu queriamos ver.
A diferença dos roteiros mais longos é passar mais tempo no barco/hotel flutuante; mas em termos de paisagem e experiência, num dia você já contempla o essencial.
Saímos cedo do hotel em Hanói, transfer direto até Ha Long, embarque tranquilo e o cruzeiro começou.
Navegamos entre os karsts calcários e ilhotas, andamos de caique, com paragens típicas (grutas/praias miradouros, conforme o operador). O visual é mesmo impressionante.
No final da tarde já estávamos de volta a terra e regressamos a Hanói a tempo do jantar, prático e zero desgaste.
Pick-up no hotel: logística simples e sem stress.
Saída bem cedo: pega mar mais calmo e atracções menos cheias.
Dicas rápidas
Leve chapéu/protetor (reflexo da água queima), água e um casaco leve (vento no convés).
Confirme se o tour inclui almoço a bordo e taxas do porto.
Aqui vos deixo todas as informações acerca de Ha Long
Chegámos a Hanói com a ideia de usar a cidade como base durante oito dias e, a partir daí, fazer três saídas: Ninh Binh (bate-e-volta), Ha Long (também num dia) e Sapa (com uma noite).
Preferimos não fechar tours antes de chegar. No hotel, além de conseguirmos melhores preços, tivemos atenção personalizada e alguém a quem recorrer se algo corresse mal. A proprietária, muito prestável, tratou de tudo para nós.
Para Ninh Binh, fomos de minibus desde Hanói. A logística foi simples: pick-up no hotel, viagem confortável e, já no destino, seguimos para o passeio de barco no rio, um cenário sereno, cheio de verde e formações rochosas, daqueles que ficam na memória e um fato curioso é que Eles remam com os pés. Foi um dia perfeito e regressamos a Hanói ao final da tarde.
Como organizar a partir de Hanói (o que funcionou para nós).
Reservar no hotel: preços melhores, comunicação fácil e suporte local.
Ir de minibus com pick-up e drop-off no hotel: poupa tempo e transtornos.
Dia inteiro: sair cedo para aproveitar as paragens com calma.
Levar dinheiro vivo (alguns pagamentos locais não aceitam cartão) e protetor solar/chapéu para o barco.
Dica extra
Se estiver em dúvida sobre reservar tudo online antecipadamente, considere decidir já em Hanói: além do preço, ajusta o passeio ao clima e ao seu ritmo.
Não vou falar de valores porque os preços que paguei na altura podem não ser os mesmo, mas são muito em conta.
Reparem que interessante, eles remam com os pés.
Aqui tem toda a informação mais detalhada acerca de Ninh Binh
Chegámos a Da Nang de voo interno a partir de Hanói e foi aqui que enfrentámos o tal problema dos nomes nas passagens aéreas. Felizmente tínhamos ido para o aeroporto com mais de três horas de antecedência e isso salvou a viagem: deu tempo de corrigir a reserva e seguir viagem sem perder todos os voos. Fica a dica: é fundamental que o nome na passagem esteja exatamente igual ao do passaporte.
Em Da Nang, ficámos num hotel à beira-mar e logo na chegada já nos surpreendemos com a avenida costeira: de um lado e de outro, marisqueiras fabulosas, com aquários gigantes, cheios de marisco vivo, incluindo caranguejo real, a preços que não se encontram em nenhum outro lugar. Mal deixámos as malas no hotel, alugámos uma moto e fomos direto experimentar. Nunca tinha visto tanta variedade e frescura — e com uma vantagem: em muitos restaurantes, os funcionários limpam e preparam o marisco para que só precise saborear.
Outro ponto alto foram os mercados noturnos. No Helio Night Market e no Son Trà Night Market é impressionante ver as bancadas intermináveis de marisco, com lagostas em abundância, além de espetinhos, frutas, lembranças e música ao vivo. Confesso que fiquei receoso em comer marisco nestes mercados, porque era difícil acreditar que tudo fosse vendido num único dia. Preferi ficar pelas marisqueiras com aquário, que garantem frescura.
Da Nang é também uma cidade cheia de atrações. Aqui estão alguns pontos imperdíveis:
Praia de My Khe – uma das mais bonitas do Vietnã, ótima para caminhada e banho.
Península de Sơn Trà (Monkey Mountain) – estradas panorâmicas e a famosa estátua da Lady Buddha, com vistas deslumbrantes sobre a cidade e a baía.
Montanhas de Mármore (Ngũ Hành Sơn) – conjunto de colinas com grutas, pagodes e miradouros.
Ponte do Dragão (Dragon Bridge) – um dos símbolos da cidade; à noite ilumina-se e, em certos dias, solta fogo e água.
Passeio pelo Rio Hàn – à beira-rio ou num cruzeiro noturno para ver as pontes iluminadas.
Museu da Escultura Cham – dedicado à antiga cultura Champa, único no mundo.
Passo de Hải Vân – estrada cênica entre Da Nang e Huế, com miradouros fantásticos.
Ba Na Hills & Ponte Dourada – complexo turístico nas montanhas com teleférico e a famosa ponte sustentada por mãos gigantes.
Foram quatro dias muito bem aproveitados, sempre com a moto a garantir liberdade total para nos deslocarmos. E, claro, durante a estadia em Da Nang também aproveitámos para fazer um bate-volta até Hoi An, a encantadora cidade das lanternas — mas esse tema merece ser contado em separado.
Aqui o link com mais informações acerca de Da Nang
Durante os nossos 4 dias em Da Nang, alugámos uma moto e, no segundo dia, seguimos até Hoi An — fica perto e a estrada é tranquila. À entrada da cidade, uma senhora de moto abordou-nos a oferecer o passeio nos “cestos” (basket boats). Fomos atrás dela até o cais e fechámos ali mesmo. Excelente surpresa: saiu por cerca de metade do preço do que víamos online ou com operadores. Passeio leve, divertido e ótimo para fotos. Depois seguimos para o centro histórico de Hoi An, a famosa “cidade das luzes”. Fizemos um passeio de barco no rio (aprox. 1 hora), caminhámos pelas ruas antigas, entre lanternas coloridas, casinhas preservadas e muitas lojinhas. Ficámos até tarde para ver a cidade completamente iluminada: os barquinhos com lanternas no rio, os pescadores em canoas, música ao vivo, comida de rua por todo lado e restaurantes muito bons. Valeu muito a pena — Hoi An tem um charme único à noite. Dicas rápidas Ir de moto dá liberdade total (capacete sempre!); estacione nas zonas indicadas. O passeio de cestos costuma ser melhor negociado no local; confirme duração e o que inclui. Para o barco ao entardecer, chegue um pouco antes do pôr do sol e leve dinheiro vivo. Use repelente e leve um casaco leve (vento no rio). Se quiser fotos bonitas, vá antes do pôr do sol e fique até escurecer — é quando Hoi An brilha mais.Mais informações acerca de Hoi An neste link
O terceiro ponto da viagem foi a ilha de Phu Quoc — e, para mim, o mais interessante de todos.
Praias fabulosas, night markets cheios de vida e marisqueiras de fazer brilhar os olhos. Muito bom, mesmo.
Saímos de Da Nang para Phu Quoc com escala em Ho Chi Minh.
Aqui fica um alerta importante: o voo de Da Nang atrasou e perdemos a ligação.
Por isso, quando marcar os seus voos com conexão, deixe sempre uma folga generosa (eu diria, no mínimo 2–3 horas).
No nosso caso, tivemos de pernoitar em Ho Chi Minh e só seguimos na manhã seguinte, faz parte, mas dá para evitar com uma conexão mais larga.
Em Phu Quoc, ficamos 5 dias num resort à beira-mar, com pequeno-almoço incluído, por cerca de 25€ por pessoa (em setembro). Um achado.
Alugamos moto diretamente no hotel (barato e prático) e com isso conseguimos rodar a ilha inteira ao nosso ritmo.
O que fizemos e recomendamos, Praia das Estrelas-do-Mar (Starfish Beach): água calma e cristalina; vá cedo para ver as estrelas do mar sem multidões.
Sao Beach: com areia branca e fina, mar azul-claro e visual de tirar o fôlego. Tour das 3 ilhas: dia de barco com paragens para nadar e curtir, para nós, imperdível.
Night markets (à noite, na zona central): ambiente animado, muito marisco, frutas, souvenirs.
Marisqueiras com aquários: marisco vivo à escolha e preparo caprichado; ótima relação qualidade-preço.
Dicas que fizeram diferença Conexões aéreas: chegar com antecedência; atrasos são comuns.
Moto: resolve tudo; use capacete, leve carta/condução e algum dinheiro vivo para combustível/estacionamento.
Praias: chegue cedo (vento e correntes costumam aumentar à tarde).
Night markets: nos preferimos comer marisco nos restaurantes com aquários (frescura garantida); nos mercados, fomos mais para passear e provar a culinãria local.
Clima: muito quente, leve protetor solar e capa de chuva leve — mudanças rápidas são comuns.
Foram dias muito bem vividos: praia, barco, marisco e aquela vibe leve de ilha. De Phu Quoc, regressamos a Ho Chi Minh, onde fizemos um passeio pelo delta do Mekong e um jantar a bordo no rio Saigon, mas isso fica no próximo bloco.
Aqui mais links acerca do que visitamos em Phu Quoc
Praia das estrelas do mar
Praia Sao Beach
Tour das 3 ilhas com mergulho
Chegámos a Ho Chi Minh (voo de Phu Quoc → HCMC, -1h).
Ficámos 3 dias: fizemos o Delta do Mekong em bate-e-volta, um cruzeiro noturno no rio Saigon com jantar (ótimo para ver o skyline iluminado) e exploramos o centro histórico, bares e restaurantes.
Também visitamos os Túneis de Cu Chi, o Museu dos Vestígios da Guerra e a zona chinesa (Cholon).
E, à noite, passamos pela rua dos bares que parece “quase Las Vegas”: música altíssima, palanques com dançarinos e dançarinas, luzes, néon e festa sem parar — uma experiência intensa e curiosa.
O que visitar (lista prática)
Museu dos Vestígios da Guerra – forte e indispensável para entender a história recente.
Palácio da Reunificação – salas preservadas e bunker; visita guiada vale a pena.
Catedral de Notre-Dame e Central Post Office – ícones coloniais lado a lado.
Rua Nguyen Hue (Walking Street) – pedonal, shows de rua; vá ao fim da tarde/noite.
Saigon Opera House – arquitetura elegante; espreite a programação.
Bitexco Skydeck ou Landmark 81 SkyView – miradouros para o pôr do sol.
Ben Thanh Market – lembranças, fruta, comida local (negocie com calma).
Cholon (Bairro Chinês) – Templo de Thien Hau, Binh Tay Market, ruas cheias de vida.
Pagode do Imperador de Jade – templo fotogénico e atmosférico.
Café Apartment (Nguyen Hue) – prédio de cafés fotogénico, cada porta um spot.
Rua dos Livros (Nguyen Van Binh) – pausa agradável com café e livrinhos.
Delta do Mekong (bate-e-volta) – canais, barcos, aldeias e degustações.
Túneis de Cu Chi (meio dia) – rede de túneis usada na guerra; experiência imersiva.
Cruzeiro com jantar no rio Saigon – skyline iluminado, música ao vivo.
Rua dos bares (Bùi Viện Walking Street) – noitada eletrizante: néon, DJs, bares abertos, dançarinos em púlpitos e um mar de gente.
Como fizemos
Mekong + Cu Chi e cruzeiro noturno reservados no hotel (preço melhor e suporte).
Caminhamos a pé no centro e com app de ride, grab (tipo Uber) para distâncias maiores.
Dicas rápidas: Trânsito intenso: atravessar devagar e constante; as motos desviam.
O que vestir para visitar os templos: ombros/joelhos cobertos.
Dinheiro vivo ajuda em mercados/pequenos gastos.
Calor e humidade: água, protetor e chapéu.
Street Bùi Viện: barulhenta e lotada — atenção a pertences, combine ponto de encontro, e se não curte som alto/fumo, limite-se a caminhar e observar.Mais links com informação detalhada abaixo
Passeio de barco no Delta do Mekong
Tuneis da guerra
Ho Chi Minh antiga Saigon


Ambiente familiar, excelente, fabuloso ambiente, a dona Perfume Nguyen é de uma hospitalidade incrível e os quartos são um luxo. Para melhorar, fica a cerca de 500 metros da linha do tren e dali pode visitar quase todos os pontos principais da cidade
Link do hotel aqui



